A reportagem transmitida ontem pela SIC, sobre a geração, dos 500 euros, à rasca, nem nem, precários, ou outro nome que lhe queiram chamar, foi fraca.
Em primeiro lugar foi fraca porque, os casos lá apresentados foram na sua grande maioria de jovens licenciados que estão desempregados entra 4 a 8 meses, eu sei que é mau estar desempregado eu também já estive, mas em minha opinião a reportagem devia-se centrar não nos recém licenciados desempregados mas sim nos licenciados que estão no desemprego há 2/3 anos. Temos que admitir que nos tempos que correm uma pessoa quando acaba um curso fica sempre algum tempo desempregado, e uma pessoa meio ano desempregada não pode ser caso de estudo, infelizmente esta é a situação real, o ideal seria uma pessoa acabar o curso e ter logo trabalho.
Outro ponto onde falhou a reportagem foi na pobreza dos convidados, não está em causa o valor dos convidados, um era o reitor da Universidade de Coimbra e o outro o reitor do Técnico de Lisboa, mas perguntar a eles se as suas universidades têm cursos mais, é o mesmo que eu deixar as minhas galinhas entregues a uma raposa e dizer a ela que tome conta das galinhas enquanto vou passear.
Em minha opinião quem deveria estar representado no programa eram: partidos políticos, reitores de universidades, associações de estudantes, empresários, técnicos formação profissional.
Caros amigos a resolução deste problema está na política educacional levada a cabo pelos sucessivos governos.
Mas nem tudo foi mau, o reitor da universidade de Coimbra esteve bem quando disse que em nenhum sítio do mundo ter curso significa ter emprego, e isso caros amigos é verdade, a universidade não pode ser vista como o final de uma etapa mas sim o princípio de uma.
Mas realmente quem ganhou com o debate foi o Técnico teve uma boa hora de promoção, só faltou dizer que no técnico até um burro, sai doutor, ou engenheiro e já agora com emprego garantido tal é a qualidade dos cursos que por lá são administrados.
Portanto quando tiver filhos e eles me disserem que querem ser médicos, jogadores do Benfica, professores, etc., tenho logo que lhes dar um correctivo, e dizer-lhes que se querem ser alguém na vida só há uma profissão, ser estudante no técnico.
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