Atingir novos públicos com projectos inovadores é um dos objectivos do Museu Abade de Baçal, que apresenta uma colecção rica e diversificada
Após as obras de requalificação, ampliação e adaptação do espaço a características museológicas, concluídas em 2006, o Museu Abade de Baçal pode finalmente apresentar todo o seu espólio que abrange a arte contemporânea (pintura e desenho, sobretudo), a arqueologia, a epigrafia, a etnografia, numismática, ourivesaria, arte sacra, escultura, mobiliário e faiança. Das esculturas zoomórficas pré-históricas, a marcos milenares romanos, até à pintura de Abel Salazar, no século XX, passando pela arte sacra, ourivesaria e paramentaria de séculos anteriores, este espaço, situado na zona histórica de Bragança, apresenta uma exposição que abrange um imenso período de tempo, e constituiu-se como um lugar incontornável de passagem, para quem pretenda conhecer um pouco melhor esta terra. Grande parte da exposição é um legado de ilustres bragançanos que, ao longo dos tempos contribuíram para esta reunião de peças. Uma outras peças fazem parte da história do próprio edifício, que foi Paço Episcopal até à implantação da Republica, em 1910. Entre os que mais terão contribuído para esta reunião de peças está o Abade de Baçal, director do museu de 1925 a 1935, e também Raul Teixeira, outro dos directores deste espaço, nas décadas seguintes. A designação actual, como “Museu Abade de Baçal”, foi conferida logo em 1935, pelo Ministério da Instrução Pública, como homenagem ao “eminente arqueólogo, testemunho ímpar de Trás-os-Montes na cultura portuguesa da primeira metade do Século XX”.
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